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A história de
uma família.

O Lagar de Azeite de Cossourado nasceu em 1971, fundado por Fernando Baptista na aldeia de Cossourado, Barcelos. O que começou como uma produção familiar para uso próprio cresceu ao longo de cinco décadas para se tornar um dos lagares mais respeitados da região Minhota.

Casa do Souto, Cossourado
1971

O início do Lagar

Foi num pequeno pavilhão branco, no lugar do Souto, em Cossourado, que Fernando Esteves Baptista (1937–2016) começou a produzir azeite em 1971. Nessa primeira campanha, contou com a ajuda das pessoas da terra e seguindo os métodos da altura produziu os primeiros litros de azeite.

Fernando Baptista, o fundador, sorri junto à prensa do lagar
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Fernando Baptista, o Fundador
2004

O Lagar das prensas e cordas

Em 2004, cada «lagarada» levava cerca de três horas, e boa parte do trabalho ainda se fazia à mão. Depois de lavada e moída a azeitona, espalhava-se a massa nos capachos, discos de corda que se empilhavam para levar às prensas hidráulicas. O líquido repousava nas «tarefas» antes de passar pela centrifugadora, que retirava as últimas impurezas. Era só neste último passo, que se via o azeite já limpo, e que o lagareiro descrevia como «a fase mais bonita de todo o processo».

Reportagem e fotografias: Paulo Vila, SETE Jornal

Três homens na máquina que limpa os capachos
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A limpeza dos capachos
O lagareiro controla a centrifugadora, com as prensas ao fundo
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Junto à centrifugadora
Um trabalhador junto à batedeira que mistura a massa de azeitona
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A massa de azeitona na batedeira
Dois homens empurram o carrinho de capachos para a prensa
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Os capachos a caminho da prensa
2021

50 anos do Lagar

Em 2021, juntámos a família, os amigos e os vizinhos para festejar os 50 anos. Entre os presentes estavam muitas das pessoas que fizeram parte desta história ao longo das décadas. Houve um almoço partilhado e um brinde, com a Rádio Barcelos a acompanhar a celebração em direto. Por um dia, foi o aniversário de meio século que nos reuniu à porta do Lagar.

Azeite vertido para o recipiente de um cliente
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Azeite acabado de servir
O almoço partilhado da celebração, à entrada do lagar
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O almoço partilhado da celebração
Amigos e família brindam dentro do lagar
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Um brinde entre amigos e família
Azeite tirado da cuba de inox para um cliente
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Azeite tirado da cuba
Colaboradores do lagar em frente à nova placa
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Com colaboradores do Lagar
A família reunida no lagar
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Com família e amigos
Uma emissão de rádio em direto no lagar
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Em direto na Rádio Barcelos
A nova placa do lagar, fundado em 1971
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A nova placa do Lagar
A inauguração da nova entrada, com a Rádio Barcelos em direto
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Inaugurando a nova entrada
Amigos, família e vizinhos à porta do lagar
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Amigos, família e vizinhos
Missa de celebração na capela do Souto
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Missa de celebração na capela do Souto
A família e os amigos na celebração dos 50 anos
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Celebrando os 50 anos do Lagar
2025

O lagar de hoje

Aos dias de hoje, o cenário é diferente. Encontra-se outras máquinas e outras pessoas, um processo totalmente mecanizado, mas na sua essência o mesmo: depois da limpeza e lavagem, a azeitona segue para a moagem e para a batedeira. O decantador centrífugo separa o azeite da água e do bagaço, e o separador retira as últimas impurezas.
Mudou a forma de trabalhar, mas o lagar continua a marcar o início do inverno para muita gente. Uns chegam com azeitona, outros simplesmente vêm comprar azeite. Para muitos, esta visita já é quase uma tradição, feita com a vontade de provar o azeite novo nas suas ceias de Natal.

Reportagem e fotografias: Notícias de Barroselas

Garrafões de 5 L e garrafas de 0,75 L à venda no lagar, ao lado de um saco de Natal
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Azeite pronto para o Natal
Funis e o depósito de onde se enche o azeite dos clientes
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Pronto a engarrafar
O separador centrífugo, com os depósitos de inox ao fundo
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O separador centrífugo
Um trabalhador verifica a batedeira, onde a massa de azeitona é misturada
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A batedeira
A azeitona lavada sobe pelo tapete até à moagem
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Limpeza e lavagem
Produtores despejam sacos de azeitona na grelha de receção do lagar
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A chegada da azeitona